NOVENA DE NOSSA SENHORA DA PURIFICAÇÃO 
Produzido por Roberto Sant'ana e coproduzido por J. Velloso - 1997

  O CD “Novena de Nossa Senhora da Purificação: Santo Amaro – Bahia” produzido por Roberto Sant’ana e coproduzido de J. Velloso, registra os 17 cânticos da novena de Nossa Senhora da Purificação, uma das mais antigas do catolicismo, cantada pelo Coral Santa Cecília & Músicos Convidados, sob regência de Pino Onnis e tendo como 2º tenor solista Caetano Veloso.

   

   No Brasil a Igreja de Nossa Senhora da Purificação, em Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, é uma das mais antigas do Brasil, tendo em seus registros o ano de 1608. Todo ano na cidade de Santo Amaro, de 23/01 a 02/02, comemorações são rendidas à Nossa Senhora da Purificação em uma novena que é de tradição na Bahia.

 

   Sobre a produção desse disco, J. Velloso comenta:

 

   “Era um desejo antigo de muitos santamarenses, principalmente de D. Canô, que a Novena de Nossa Sra. Da Purificação fosse registrada em disco da forma mais profissional possível. Existiam muitas gravações ao vivo, amadoras e profissionais, mas, para o projeto que fui convidado por Roberto Sant’Ana, a ideia era de registrar a novena em estúdio. Tive a oportunidade de ver um produtor experiente como Roberto Sant’Ana em ação. Certamente essa experiência foi de suma importância para que eu pudesse dar outros passos como produtor de discos. O profissionalismo de Roberto fez com que a produção parecesse ser simples, coisa que não era. Acompanhei todo o processo de pré-produção e produção. Ele escolheu os solistas e eu escolhi qual Jaculatória Caetano deveria ser convidado para cantar. Sugeri que o encarte e que as fotos fossem feitas por Maria Sampaio, o que me dá muita alegria.

   O que eu compreendi a partir de conversas com o maestro Miguel Lima, foi que a forma da Novena ser tocada e cantada foi sofrendo algumas alterações com o passar do tempo. Ocorreram mudanças de maestros e solistas, mas decidimos que fosse registrada da forma como ela era cantada em 1997, ano da gravação do CD, pois ficaria estranho ouvir um CD da Novena de Nossa Senhora da Purificação no qual os próprios santamarenses não reconhececem a novena que anualmente escutam na festa da padroeira da sua cidade. Acreditamos que esse registro pode auxiliar para que a novena não continue a ser alterada com o passar dos anos como foi. O CD foi produzido e doado para que a renda arrecadada ajudasse na festa de Nossa Senhora Da Purificação.”

 

   No encarte do disco, Roberto Sant’Ana também comenta sobre esse disco:

 

  “Padre Jerônimo Pinto Nogueira – Santo Amaro – BA 1789 - 1854, compositor, regente e flautista, foi o responsável pelo ensino de música nas escolas de Santo Amaro, por volta de 1820. Em 1830, aproveitando o seu prestígio como pároco da cidade, pediu que cada família colocasse, pelo menos, dois filhos para estudarem música. Com esta iniciativa, formou vários músicos. Um deles, o mais importante, foi o autor da Novena, Domingos de Farias Machado. Domingos nasceu em Santo Amaro – BA em 1819 e faleceu em Salvador no dia 4/7/1872. [...] Foi proprietário e redator-chefe do jornal O Patriota. Escreveu “A Crise Financeira”, sátira política. Publicou em 1858 ‘Impressões Religiosas’ e em 1859 ‘Harpa do Trovador’.  Compôs um Memento em 1854  para os funerais do seu  Mestre, Padre Jerônimo.

   Autor do “Canto de Guerra do Voluntário Baiano” (1866) e do poema sinfônico “A Tomada de Vileta”, composto para festejar uma vitória brasileira na guerra do Paraguai, Domingos de Farias Machado também é o autor da Novena de Nossa Senhora da Purificação de Santo Amaro na Bahia. Segundo o Professor Édio Souza “…não se tem dele notícia biográfica completa. Tornou-se Domingos de Farias Machado um personagem quase lendário, cuja obra mais conhecida é a Novena, executada todos os anos nas festas de fevereiro em Santo Amaro”. Nelson Varon Cadena escreveu no jornal A Tarde de 4/11/81: “A notícia mais velha que se tem dele é de 1847 como jornalista ao fundar um novo órgão de imprensa intitulado ‘O Rabeco’, onde se percebe a sua afinidade com a música. É como jornalista panfletário a sua maior fama”. Gustavo Viana em artigo de 7/3/1945 em A Tarde escreveu: ‘Domingos de Farias Machado, exímio musicista patrício, foi excelente compositor, poeta, jornalista, dramaturgo, uma inteligência verdadeiramente privilegiada’ É o que temos sobre o autor.”

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